Inspirações

Escrever é arte?
Escrever é …
Escrever é transformar o verbo esquecido.
É dar ao substantivo valor necessário. Escrever não é juntar palavras e lançar ao vento.
Escrever é percorrer caminhos distantes na alma.
É a morte, o renascimento.
Escrever é despir-se do medo, do preconceito.
É contemplar o céu as estrelas o infinito.
É desenhar palavras na areia.
É dividir em folhas e linhas, a saudade de amigos distantes.
É um momento sublime, lapidar palavras, transformar sonhos em joia rara.
É voltar do passado direto para o futuro.
É recordar pessoas que nos ensinaram, divertiram, mas que levaram parte de nós quando partiram.
Escrever é o instante do olhar,
é o calor de um abraço,
é o silêncio de um beijo,
é um reencontro de amigos.
É um momento supremo com Deus.
Talvez, seja eu um sonhador,
e meu maior pecado querer roubar um sorriso, subtrair a dor.
É dar significado abstrato a vida.
Essas são pequenas palavras,
sementes lançadas na terra,
a fim de florescer a esperança.
Escrever é nascer no rosto alegre,
mesmo que antes morra na boca as lágrimas.
É deixar que elas reguem os jardins suspensos do coração.
Escrever é poder contemplar a presença de Deus.
Escrever é aprender a valorizar os ensinamentos do mestre Jesus.
Essa foi a estrada que escolhi seguir.
Esse momento, o silêncio, a mágica sensação.
Escrever é por um minuto silenciar a razão.
É deixar falar bem alto a voz do coração.
Escrever é Arte? Não.
Escrever é verbo, sem começo, meio ou fim.
Escrever é…

Jailton Marquês Da Cunha, menino humilde nascido em Santo André (S.P) no dia 28 de setembro de 1972. Lá estudou, passou parte da vida, e se formou.
Na Escola Estadual Senador João Galeão Carvalhal, na Rua do Bosque e na sala de aula, aprendeu a sonhar e aprimorar-se, tornando um encantador de palavras.
Desconectava-se das aulas numa viagem invisível pelos campos da vida, fazia das palavras companheira e amiga.
Menino sonhador, homem trabalhador, impedido no momento de percorrer as ruas de São Caetano do Sul (S.P) com o seu ônibus, por conta do Câncer que foi acometido, mas firme e sem se esquecer e nem se afastar do caminho estreito da fé e perseverança.
Em 2022 publicou seu primeiro livro, Desnudando – Poemas de minha vida.

Dina Vieira

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